Outro dia estava lendo uma matéria em um desses sites da intenet que falava sobre a febre das redes sociais...facebook, orkut, twitter, badoo e sabe-se lá mais quantos existem. E ai fiquei pensando: Até que ponto realmente a influência dessas redes socias contribui para a nossa vida?
Certamente, elas trouxeram uma série de mudanças na vida de quem delas faz uso. Facilidades foram muitas. Encontrar amigos dos quais nunca mais haviamos ouvido falar, nos conectar com o mundo de uma forma geral, sem falar na enorme quantidade de informações por segundo que conseguimos absorver. Promoções relâmpagos, a criação de novas oportunidades de trabalho em um mercado interativo e certamente fascinante uma vez que do conforto de seu próprio lar com um pc, uma boa dose de criatividade e conhecimento você pode lançar um vídeo, uma musica, um clipe que pode virar um hit nacional e até mundial....enfim, as redes socais surgiram não apenas como uma forma de conectar as pessoas umas as outras e ao mundo mas também como uma forma de se exibir, de fazer novos amigos, de encontrar velhos amigos, de se relacionar, de buscar oportunidades, enfim...uma rede que mistura utilidades, futilidades e muitas inovações.
E nesse monte de sensações que as redes sociais provocam, certamente uma delas atinge diretamente a parte emocional dos usuários. Outro dia, ouvi que o término dos relacionamentos ficou mais complicado e doloroso após a criação das redes socias, sim, isso mesmo, porque quando você acaba ou começa um relacionamento você não apenas faz isso entre você e o seu companheiro mas entre você e seus váriosss amigoss virtuais. E talvez isso se deva ao fato de que muita gente acaba se preocupando muito mais com a opinião alheia do que a própria, afinal será muito mais doloroso "sofrer" coletivamente do que reservadamente. Enfim, as redes socias não apenas mexem com o sentimento como também aguçam a criatividade. Basta dar uma olhada em tantas comunidades criadas, a maior parte delas baseada em algum fato social, em alguma situação cotidiana que certamente todos nós já vivemos e nos identificamos. Criar um perfil é montar uma identidade. É criar muitas vezes um personagem que se mostra muito mais criativo, muita mais bonito, feliz e imponente do que realmente é na realidade. É buscar através da tela do pc acabar com a solidão da vida real. É criar e fazer amigos virtuais que muitas vezes você nunca trocou nem um oi pessoalmente...parece tudo muito louco, mas talvez por isso seja tão fascinante!
A única coisa que não se pode no meio disso tudo é se perder nesse infinito particular (como diria a musica de Marisa Monte), afinal a nossa verdadeira identidade e personalidade não é aquela do perfil, pode até ser, em parte...mas certamente o fascinio que as redes socias provocam nos fazem perder um pouco a noção da realidade. Nada contra as redes socias, muito pelo contrario, gosto delas e uso algumas e cada vez mais elas estão e vão dominar o mundo...só não podem dominar a gente! Tecnologia e modernidade sim, afinal quem não acompanha a evolução do mundo, pára no tempo e na vida mas sem esquecer que por trás de tudo isso há pessoas, sentimentos e corações!
O tema é, além de atualíssimo, muito interessante para tecermos comentários. Costumo dizer, inclusive quando orientava meus alunos, que o ser humano deve ter sempre um equilíbrio, em todos os sentidos, na vida. E passa por este equilíbrio o auto controle, de atos e atitudes. Tudo que fazemos ou realizamos precisa ser discernido por nós, para que tenhamos o real controle, não somente material (concreto), mas também emocional (abstrato). E somente assim podemos categorizar que somos donos do “nosso nariz”. À medida que isto foge de nossas "mãos" estamos iniciando um caminho perigoso, sinuoso, onde após cada curva não saberemos o que poderá nos acontecer. Assim vejo, em tudo que se relaciona com o nosso viver. Com relação ao tema, redes sociais, aplico este mesmo posicionamento, em todos os sentidos, pois é preciso, em primeira mão saber identificar os dados que podem e devem ser divulgados, não somente em relação a nós, como tambem aos amigos, a quem confiamos nossas amizades. A intensidade da frequência que movimentamos nossos contatos devem também ser bem dimensionada, evitando os excessos. Conciliar nossos posicionamentos com relação aos temas, num cuidado de não ultrapassarmos os limites individuais de cada um, afinal de contas não é o fato de estarmos lidando no mundo virtual que podemos extrapolar os ditames legais, com relação aos direitos e garantias individuais dos cidadãos. E aqui vale a pena salientar que, nas redes sociais, lidamos não somente com brasileiros, mas com pessoas de todas as nacionalidades. E neste contexto, nossas responsabilidades se ampliam, pois independente de considerarmos o que poderia ser ou não legal, devemos ter precaução já pelo simples fato de estarmos lidando com pessoas, que mister se deve ter em mente, a dignidade como máxima, na percepção do outro. Dai a necessidade de termos o cuidado de avaliar cada amigo que aceitamos, numa análise de seu perfil, tendências, afinidades de temas abordados, para que a harmonia seja uma constante e de tal forma promissora a uma amizade de sentimentos mútuos e verdadeiros, à medida que a confiança vai aos poucos se tornando uma realidade, que se fortifica. A forma como divulgamos nossos posicionamentos deve ser sempre proferida entendendo-se que não somos donos da verdade e assim, teremos que saber lidar com posicionamentos divergentes e que a partir daí o nível de amadurecimento é fundamental para a evolução sadia da comunicação. É ainda bastante perspicaz observarmos que interagimos nestas redes sociais, numa velocidade de comunicação em tempo real, onde as distâncias praticamente inexistem, configurando a este modo de intercâmbio uma característica ímpar de valorização, antes jamais imaginável. É um mérito para nós vivenciarmos esta realidade no século presente e valorizarmos a capacidade intelectual de seus criadores, inclusive numa conotação de que a inteligência do homem precisa ser sempre direcionada para fins semelhantes, que engrandeça o ser em sua dignidade com o objetivo do desenvolvimento favorável à vida, a nível social e de forma universal.
ResponderExcluirParabéns Pri, pelo tema que sabiamente você soube escolher.